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Burle Marx: arte, paisagem e botânica – no MUBE

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Quando se fala em paisagismo no Brasil, Roberto Burle Marx é autoridade máxima. De seus primeiros jardins públicos em praças do Recife, nos anos 1930, às parcerias com arquitetos como Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha, ele deixou sua marca na paisagem das cidades brasileiras com trabalhos realizados ao longo de 60 anos de carreira.

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Com o já citado Paulo Mendes da Rocha, por exemplo, Burle Marx projetou os jardins e o pátio externo do MUBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, em São Paulo. E é justamente o MUBE que exibe, até 17 de março, a mostra “Burle Marx: arte, paisagem e botânica”.

Ao chegar no museu, já vemos no pátio externo uma intervenção em vinil preto que cobre parte do piso simulando o desenho original que Burle Marx propôs para o local, com sua característica geometria curvilínea e áreas bem marcadas. Na época, o estudo foi substituído por um projeto com maior limpeza formal, a fim de dar mais espaço e destaque às futuras esculturas que seriam ali instaladas e que hoje compõem o acervo do MUBE.

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Na exposição, podemos conferir 70 trabalhos do artista. Não só projetos paisagísticos, mas também pinturas, gravuras, tapeçarias e esculturas que trazem o mesmo DNA dos jardins que ele assinava.

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Além disso, descobrimos mais uma faceta de Burle Marx: ecologista. Grande pesquisador da flora nativa brasileira, ele entendeu a importância da conservação da natureza e levantou esta bandeira em vários discursos e palestras durante a década de 1970:

“Destrói-se em função de um rendimento material ínfimo, uma paisagem de valor cênico incalculável, ou uma formação florística de beleza invulgar. (…) É quase inevitável se chegar à conclusão que nosso relacionamento com a natureza se caracteriza basicamente pela violência e o desrespeito”.

Roberto Burle Marx, Conviver com a natureza. Conferência no Auditório da Reitoria, USP, 1976.

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Está em São Paulo? Vale a pena conferir!